domingo, 4 de dezembro de 2016

"Avanços democráticos se fazem defendendo a Constituição, não agindo contra ela"



O que o ministério público federal entende de "avanço democrático"?

Por Eugênio Aragão - Advogado, ex-Ministro da Justiça*
Chega a ser uma pilhéria ler-se na Folha de São Paulo, ontem, artigo subscrito pelo Senhor Procurador-Geral da República a defender as famigeradas "10 Medidas", difundidas em estrondosa campanha institucional pelo ministério público federal. Foram as propostas qualificadas por S. Exª como "avanço democrático", pois seriam "fruto de uma longa e bem-sucedida iniciativa que angariou amplo apoio popular, já que mais de 2 milhões de brasileiros o subscreveram”.
Nunca é demais reafirmar que as chamadas "10 medidas" são objeto de intensa publicidade feita com recursos públicos. Nada têm de iniciativa popular, mas, sim de iniciativa corporativa vendida como remédio necessário para o "combate à corrupção" e, em verdade, não passa de um grande engodo para que a sociedade venha a aceitar restrições a garantias fundamentais.
Assinaram-na 2 milhões de incautos ou desinformados, havendo, antes, a opinião pública, sido bombardeada com notícias e editoriais que vendiam a corrupção como o maior mal do País. Uma autêntica campanha de argumentos ad terrorem. (...)
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domingo, 27 de novembro de 2016

Um sorriso para Fidel Castro, líder da independência na América Latina



Por Rodrigo Vianna*
A hora de Fidel Castro chegou. A hora de entrar para a História.
Hum… Essas duas frases fariam sentido se fosse ele um líder político comum. Mas não! Fidel Castro não precisou sair da vida pra entrar na História. Ele já a havia escrito: com os fuzis e a caneta. Com balas e palavras.
Ninguém teve tanta influência na América Latina do pós-Segunda Guerra. Tudo o que se fez, pela esquerda ou pela direita em nosso continente, ao longo de quase 60 anos, foi para apoiar ou derrotar o exemplo de Fidel.
As ditaduras militares, a propaganda anticomunista: eram ferramentas para deixar claro que outras cubas não seriam toleradas por aqui.
As guerrilhas de esquerda, a resistência de trabalhadores e estudantes: eram as ferramentas para deixar claro que (pelas armas ou pelo voto) uma parte deste continente seguia a linha de Fidel.
Qual a linha?
Ninguém pense que a lanterna de Fidel iluminava um caminho que apontava para o socialismo apenas. O legado de Fidel, a meu ver, é outro. É o legado de que podemos ser independentes, de que não nascemos para ser colônias agrícolas dos Estados Unidos. (...)
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sábado, 19 de novembro de 2016

Açular o ódio é o caminho do fascismo




Por Fernando Brito*
Sérgio Cabral e Anthony Garotinho não me merecem respeito como políticos, até porque nenhum dos dois exerce, hoje, mandato eletivo, o que me daria motivos para ter respeito por seus eleitores.
Mas merecem como cidadãos e seres humanos.
Nenhum dos dois está condenado.
São presos provisórios, em tese para a garantia do processo judicial.
Como, em tese, pode ser libertados a qualquer momento por um habeas corpus.
Mas estão sendo escandalosamente utilizados como carne para açular a matilha em que desejam que se transforme a sociedade brasileira. (...)
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domingo, 13 de novembro de 2016

Atos jogaram pressão sobre Temer e golpistas, diz Vagner Freitas


Roberto ParizottiPraça da Sé já está lotada para protestar contra Temer e gangue
Ao lado de centrais sindicais em defesa da classe trabalhadora e de organizações dos movimentos sociais, a CUT convocou um Dia Nacional de Greve e a população respondeu com centenas de manifestações em todo país.

Os atos colocaram pressão no governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB) e demonstram que não há submissão ao pacote de retrocessos, muito menos apreço por um governo que surgiu a partir de um golpe.

Enquanto aguarda para o início do ato na Praça da Sé, em São Paulo, já tomada por milhares de pessoas, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, apontou que a classe trabalhadora ganha ainda mais fôlego para promover a greve geral contra o retrocesso.

“Esta dia foi de muita paralisação, manifestação na maior parte do país, foi superior ao ato que fizemos no dia 22 de setembro e serviu como ótimo aquecimento para a greve geral. O Temer deveria ver esse dia como um alerta de que essas propostas de retirada de direitos são extremamente impopulares e os trabalhadores vão se manifestar contra elas,” apontou. (...)
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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A vitória da Globo em Conquista - O grande erro foi não regular a mídia



PHA: Em Vitória da Conquista, na Bahia, Herzem Gusmão, do PMDB, ganhou a eleição para Prefeito em segundo turno, com 58% dos votos, contra Zé Raimundo, do PT. A cidade tem como Prefeito o médico Guilherme Menezes, que foi Prefeito eleito em 1997, depois em 2000, depois em 2008, depois em 2012... E, portanto, um homem de reputação indiscutível e prestígio na cidade e na região. Eu converso com Guilherme Menezes e pergunto: por que o PT perdeu em Vitória da Conquista?
Guilherme Menezes: Primeiro, da minha parte, tenho uma profunda gratidão pelo povo de Vitória da Conquista por esses cinco mandatos que conquistou o Partido dos Trabalhadores aqui - e partidos aliados. É um município imenso e eu gostaria de externar esta gratidão porque, além de quatro vezes Prefeito, eu fui eleito Deputado Estadual e Deputado Federal, com a votação majoritária de Vitória da Conquista. Acredito que a situação nacional, esse verdadeiro massacre da grande mídia, tem ajudado muito. E esse discurso do "tá na hora mudar, tá na hora de mudar"... Acredito que isso tenha contribuído bastante para que nós não fôssemos para o sexto mandato.  
PHA: O que foi esse massacre divulgado através da grande mídia? O que é que foi discutido no plano nacional e que pudesse ter tido um impacto tão agudo em Vitória da Conquista?
GM: Eu reputo isso ao fascínio que principalmente a televisão tem sobre as pessoas, principalmente aquelas pessoas menos informadas politicamente, porque nós estamos aqui numa cidade encravada no Polígono das Secas - portanto, numa cidade tradicionalmente assolada pelas secas, e nós estamos no quinto ano de seca sucessivo. Vale notar que a partir dos Governos Lula e Dilma, como que, por milagre, desapareceram os retirantes nordestinos, flagelados da fome e da seca... Houve um avanço muito grande nessas políticas com Bolsa Família, benefício de prestação continuada, o Pronaf, que não chegava aqui para esta região e começou a chegar para garantir a safra... E, mesmo assim, grande parte da população entrou naquele discurso do "é preciso mudar" e parece que deixou de olhar e ouvir. Aquela coisa: "quem tem olhos para ver, que veja; quem tem ouvidos para ouvir, que ouça". Parece que as pessoas deixaram de olhar e perceber o que aconteceu nas suas vidas e no seu entorno e viraram muito mais para esta campanha tão acirrada. Foi, como eu disse, um verdadeiro massacre contra as políticas do Partido dos Trabalhadores e, principalmente, contra as grandes lideranças e o grande líder, que é Lula. (...)
CLIQUE AQUI para continuar lendo a entrevista com o Prefeito Guilherme Menezes realizada pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, Editor do Blog Conversa Afiada. (via Blog do Júlio Garcia)

sábado, 22 de outubro de 2016

LULA: Fazer pirotecnia não é investigar. Quem quer ser respeitado precisa fazer trabalho sério


Para o ex-presidente Lula, a pirotecnia atrapalha o trabalho sério de investigação que precisa ser feito. Ele criticou também o acordo entre setores do judiciário e a imprensa e disse que não é inteligente um funcionário público dizer que para condenar alguém ele precisa da ajuda da imprensa: "Não sejam reféns da imprensa".
Lula disse ainda que o país não vai suportar essa mentira por muito tempo e lembrou que, para fazer o Brasil ser um país respeitado no mundo, ele também soube respeitar. (...)
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