sábado, 25 de março de 2017

Lava Jato e cobertura da imprensa foram “alavancas para o golpe”, dizem jornalistas


Durante o seminário “O que a Lava Jato tem feito pelo Brasil”, Fernando Morais e Mino Carta falaram a respeito das relações de causalidade e parceria entre cobertura midiática.


Em palestras realizadas nesta sexta-feira (24), durante o seminário “O que a Lava Jato tem feito pelo Brasil”, os jornalistas Fernando Morais e Mino Carta falaram a respeito das relações de causalidade e parceria entre cobertura midiática, órgãos de imprensa, procuradores e membros do Poder Judiciário que encampam a Operação Lava Jato e políticos brasileiros para que tivesse lugar no Brasil o golpe que tirou a presidenta eleita Dilma Rousseff do cargo a que tinha sido eleita.
Para Fernando Morais, jornalista responsável pelo blog Nocaute e autor de aclamados livros-reportagem, como “Olga” e “Chatô - Rei do Brasil”, o presidente içado ao poder, Michel Temer, junto com as forças policiais e judiciárias que comandam a Operação Lava Jato, uma perseguição a setores da imprensa não-alinhados ao governo de turno que faz lembrar os tempos mais decadentes da Ditadura Militar (1964-87).
“O que está sendo atacado é o direito da sociedade de se informar da maneira mais plural possível. Logo ao entrar no governo, o atual presidente já cortou a zero toda a publicidade de empresas estatais em todos os veículos que não fossem alinhados com ele”, lembrou Morais. 
Depois, o jornalista recordou que a Polícia Federal invadiu a casa de jornalistas como Breno Altman e Eduardo Guimarães, de onde levou computadores, celulares, agendas, só para depois inocentá-los de quaisquer acusações, porque nada havia contra eles, a não ser o desejo de intimidá-los e, no caso de Guimarães, procurar uma forma de perseguir ainda mais o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Jornalista Mino Carta fala durante o seminário do PT. Foto: Ricardo Stuckert
Jornalista Mino Carta fala durante o seminário "O que a Lava Jato tem feito pelo Brasil". Foto: Ricardo Stuckert 

O jornalista Mino Carta falou a respeito do mesmo tema. Para ele, o juiz Sérgio Moro é uma figura narcisista obcecada com uma só ideia: prender ou condenar Lula. “Por isso, Moro e a Lava Jato o perseguem há anos, sem nada encontrar contra ele”. Daí, explicaram os dois jornalistas, a ideia de dizer que o blogueiro Eduardo Guimarães teria informado Lula previamente sobre a operação da Polícia Federal que devassou sua casa, as casas de seus filhos e ambientes de trabalho. Seria uma boa explicação para o fato de que nenhuma prova foi encontrada em lugar nenhum contra Lula.
Neste processo, o único vazamento de informação que levou a alguma reação de Moro - dentre as centenas que vazamentos que já ocorreram na Lava Jato, inclusive um deles, de grampos ilegais, protagonizado pelo próprio juiz de primeira instância - foi este de Eduardo Guimarães. “Mas não vejo Moro fazer nada contra aquele blog de extrema-direita, nem com os três patetas que o escrevem, que acaba de vazar, por exemplo, a delação de Marcelo Odebrecht”, finalizou Morais.

*Via http://lula.com.br

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Governo Temer em crise: contradições no campo golpista aumentam espaço para resistência

Temer golpistas 2
Por Julian Rodrigues, especial para o Viomundo*
“Nos filmes policiais é fácil você arrumar aventureiro para assaltar um banco, mas a coisa começa a esquentar quando você vai dividir o saque. É exatamente o que está acontecendo efetivamente. Você assalta a soberania popular, e na hora de dividir o saque acontece o conflito” Jessé de Souza, ex-presidente IPEA
No finalzinho do ano passado, escrevi aqui no Viomundo que havia a possibilidade de as classes dominantes se livrarem de Temer em 2017, avançando no processo golpista com eleições indiretas.
O clima mudou no início do ano. A Globo aliviou para o golpista. FHC mandou seus sinais de apoio. O PSDB ganhou mais espaço no governo, Moro impediu que Cunha “constrangesse” o presidente enquanto o Senado aprovou, sem piscar, a indicação do troglodita tucano Alexandre Moraes para o STF.
A articulação golpista envolveu muitos atores:
– a burguesia nacional, descontente com a melhoria das condições dos trabalhadores e com as políticas sociais;
– a mídia falida, Globo à frente, que vive de subsídios governamentais e juros altos
– setores do governo dos EUA e grandes empresas de petróleo, de olho no pré-sal, preocupadas com a política externa dos governos do PT;
– a classe média tradicional, que não melhorou de vida nos nossos governos e foi manipulada pela mídia por meio do discurso anti-corrupção.
Acontece que a desgraceira é muito grande. A política ultra-recessiva tocada por Meireles resultou em recorde de desemprego de 13%.
As empresas não investem, não há crédito, não há perspectiva de melhora. São milhões e milhões de brasileiros regredindo, voltando à situação de pobreza e miséria da qual haviam sido retirados na era Lula-Dilma. O país está parado , mal-humorado e sem esperança.
O governo golpista adotou uma estratégia de choque para implementar seu programa autoritário e neoliberal. Em poucos meses tem executado com sucesso uma agenda radical de mudanças regressivas.
São tantos e tão rápidos os ataques que ficamos perplexos e sem condições de organizar uma reação efetiva. Desmonte da Petrobras, congelamento dos gastos sociais, reforma do ensino médio, privatização das terras, das florestas, das águas, retirada dos direitos trabalhistas.
Até aqui o usurpador tem obtido sucesso e garantido sua permanência na presidência, entregando o pacote de maldades.
Só que a aliança golpista é ampla e heterogênea. Os interesses e objetivos da Globo, dos tucanos, da maioria picareta do Congresso, da Fiesp, dos banqueiros (e do Ministério Público, do STF, da Polícia Federal e da turminha da Lava-Jato) não necessariamente se sincronizam e convergem totalmente.
Há uma disputa em curso. Os coxinhas moralistas de Curitiba querem não só destruir mas também o PMDB e o centrão fisiológico. (São tucanos de coração). Sonham em ser um pilar poderoso do bloco que dirige o país no pós-golpe.
O STF idem. Sócio do golpe, os ministros do Supremo descartaram qualquer disfarce. Alinharam-se a Temer e buscam mais influência e poder. Disputam com o Congresso Nacional a condição de definidores dos destinos do país. Colocam-se como fiadores da presidência e de todo sistema político. (...)
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domingo, 19 de fevereiro de 2017

"Não descansaremos nenhum minuto na defesa das conquistas dos trabalhadores, na defesa da nossa democracia"



Entrevista com o Deputado Federal Marco Maia, do PT/RS

Blog do Júlio Garcia: Deputado Marco Maia, como o senhor está vendo o agravamento do quadro conjuntural e da crise político/social/econômica verificados no país, especialmente em decorrência do golpe político/jurídico/midiático capitaneado pelo peemedebista Temer e seus aliados de direita (PSDB/PMDB/DEM/PPS/PTB/PR/PRB/PSD...) que resultou no afastamento da Presidenta Dilma no ano passado?

Deputado Marco Maia: O ano de 2016 ficou marcado na história pelo golpe institucional que atacou a democracia e ceifou o voto de 54 milhões de brasileiros retirando o mandato de uma Presidenta legitimamente eleita. No Congresso Nacional, o apoio majoritário de Deputados e Senadores endossou e concluiu um processo que contou com a participação efetiva de setores do Judiciário e do oligopólio midiáticoque rasgaram a Constituição Federal e estabeleceram o caos no país, transformando nossa nação em um território de crise permanente.

BJG: No seu entendimento, quais as possibilidades do golpe ser derrotado, assim como as medidas de "ajustes" neoliberais que retiram direitos históricos dos trabalhadores, dentre outros ataques que estão sendo articulados pelos golpistas?

Marco Maia: A agenda do golpe segue em curso e está em disputa. O golpe não se consumou totalmente, além de afastar qualquer possibilidade dos setores populares retornarem ao governo federal. Ainda faz parte desse projeto, criminalizar os partidos de esquerda e os movimentos populares e suas lideranças. Após a aprovação da PEC 55, que limitou os recursos para segurança, educação, saúde, moradia, cultura, aumento real do salário mínimo e a entrega do Pré-sal para as companhias estrangeiras, entrará na pauta a reforma da previdência que visa apenas, e tão somente, impedir o acesso de milhares de trabalhadores ao benefício do INSS. Na mesma esteira, encontra-se a reforma trabalhista, que irá aprofundar a precarização das relações de trabalho no país, maximizando os ganhos do capital – superexploração do trabalho. (...)

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Frentes se unem contra fim da aposentadoria



Roberto Parizotti
As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo se reuniram com a direção da CUT na noite desta segunda-feira (13), na sede da Central, em São Paulo, para definir estratégias de defesa das aposentadorias e para impedir que o governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB) tenha sucesso na Reforma da Previdência (PEC 287/16).

As frentes também apontaram propostas para o período anterior e posterior ao 15 de março, Dia Nacional de Lutas e Paralisações; novas reuniões ainda nesta semana e vão definir novas ações para popularizar o debate nas ruas.

Para o presidente Nacional da CUTVagner Freitas (foto), os movimentos sindical e sociais têm o dever histórico de impedir o roubo de mais esse direito e a sociedade deverá decidir se aceitará esse retrocesso calada ou enfrentará os golpistas. “Não querem reformar a Previdência para melhorá-la, mas para acabar com ela. Querem transformar um direito público em algo para comprar no Bradesco ou no Itaú como previdência privada. Ou a sociedade se manifesta e barra essa falsa reforma ou os trabalhadores vão morrer trabalhando. Ninguém vive para contribuir 49 anos num país com tanta informalidade e com alto índice de rotatividade como o nosso”, criticou Vagner. (...)
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

NÃO HÁ DE SER INUTILMENTE



Por Leandro Fortes*
A morte de Dona Marisa Letícia é o triunfo físico da narrativa de ódio reinaugurada pela direita brasileira, a partir da vitória eleitoral de Dilma Rousseff, em 2014, contra as forças reacionárias capitaneadas pela candidatura de Aécio Neves, do PSDB.
Em sua insana odisseia pela retomada do poder, ainda quando o TSE contabilizava os últimos votos das eleições presidenciais, Aécio e sua turma de mascarados se agregaram, não sem uma sinalização evidente, aos primeiros movimentos da Operação Lava Jato e com ela partiram, sob os auspícios do juiz Sergio Moro, para a guerra de tudo ou nada que se seguiu.
Foi esse conjunto de circunstâncias, tocado pela moenda de antipetismo e ódio de classe azeitada diuturnamente pela mídia, que minou a saúde de Dona Marisa, não sem antes submetê-la ao tormento da perseguição, do constrangimento, da humilhação pública, da invasão cruel e desumana de sua privacidade.
A perseguição ignóbil ao marido, Luiz Inácio Lula da Silva, aliada à permanente divulgação de boatos sobre os filhos, certamente contribuíram para que Dona Letícia, a discreta primeira-dama nascida na luta e na construção dos Partidos dos Trabalhadores, tivesse a saúde atingida. (...)
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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Carta de sindicalistas petistas e cutistas aos parlamentares do Partido dos Trabalhadores


Nas eleições para presidentes da Câmara dos Deputados e Senado: 
Proporcionalidade, Sim! Voto em golpista, Não!

O Diretório Nacional do PT aprovou uma resolução sobre a eleição das mesas diretoras na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. A resolução defende a “democracia e proporcionalidade nos critérios de eleição dos componentes da mesa e no funcionamento do Congresso”, o que está correto; também deliberou que as bancadas do PT devem participar, o máximo possível, de todos os espaços de direção a que têm direito, proporcionalmente, nas direções da Câmara e do Senado.
Mas, ao mesmo tempo, ao remeter para as bancadas a decisão final sobre o voto a ser expresso pelo PT, deixou aberta a possiblidade de um acordo com deputados ou senadores da base do governo golpista de Temer. Nós que lutamos contra o golpe não aceitamos que isso aconteça. Manter a nitidez política do PT é fundamental, ainda mais diante da polarização com os golpistas que protagonizamos em todos os terrenos, desde a ação do movimento sindical e popular, até as duas casas do Congresso Nacional.
Compor com candidatos apoiado por Temer e que apoiam o seu governo ilegítimo, abriria uma perigosa brecha de perda de credibilidade de nosso partido e para a denúncia e oposição que deve ser feita ao governo golpista. (...)
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sábado, 21 de janeiro de 2017

O mistério que Teori deixou para sempre sem resposta


Por que esperou Cunha terminar o trabalho sujo?
Por que esperou Cunha terminar o trabalho sujo?

Por Paulo Nogueira*
De Teori Zavasvki, indicado por Dilma em 2012, esperava-se que reforçasse as ideias progressistas no STF.
Isso acabou não acontecendo. Teori se tornaria sob esta ótica uma decepção, mais uma das más escolhas de Dilma (e Lula) para o Supremo.
Compare. Nos Estados Unidos, o presidente Roosevelt só conseguiu colocar em prática seu New Deal quando, com as trocas que pôde fazer, dotou a Suprema Corte de juízes afinados com seu ideário igualitário, na década de 1930.
Esta grande lição de Roosevelt — montar um Supremo alinhado com a presidência — foi ignorada por Lula e por Dilma, com as conhecidas consequências. (...)
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