quarta-feira, 31 de março de 2010

Ciudad Juárez, viagem ao fim do neoliberalismo

Gennaro Carotenuto y Chiara Calzolaio
Brecha

O sonho da industrialização neoliberal se transformou em pesadelo. Ciudad Juárez, a das maquiadoras e feminicidios, fronteira entre o norte e o sul do mundo, é hoje a cidade mais violenta do planeta. Nos ultimos dois anos a guerra entre narcotraficantes, que também envolve o exército, já causou 4.600 mortes e 100.000 refugiados.

CHEGANDO A CIUDAD JUÁREZ desde o sul, a última hora de avião mostra com crescente angústia um dos desertos mais áridos do mundo. Não era assim antes, contam os poucos habitantes originais. Juárez tinha 30.000 habitantes em 1930, 300.000 em 1970, 1,5 milhões em 2000, e perdeu varias batalhas pelo contrôle da água do Rio Bravo com El Paso, que desde 1848 pertence ao Texas.
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O urbanista colombiano Edwin Aguirre, investigador do Colégio da Fronteira Norte, apresenta um ponto chave para entendimento da situação: "Desde os setenta Ciudad Juárez multiplicou por cinco sua população. Nestas quatro decadas não se abriu sequer uma escola preparatória. Restam as que haviam nos anos sessenta". A preparatória, no sistema escolar mexicano, equivale ao ensino médio e dá acesso à universidade. Fica claro que nem sequer se pensou que os imigrados de primeira e segunda geração pudessem ascender socialmente chegando a ter estudos universitarios. "Nunca foram considerados como cidadãos - comenta Óscar Maynez - e a cidade inteira foi crescendo atendendo aos interesses de umas poucas familias."

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