quarta-feira, 11 de agosto de 2010

No Líbano, discriminação está contemplada por lei

Apesar de divergir de outros países do Oriente Médio em relação à liberdade da mulher, o Líbano também é conhecido e reconhecido por ser um país intolerante com mulheres estrangeiras. De acordo com integrante de ONG, discriminação é culpa da legislação.

Por Mona Alami
[11 de agosto de 2010 - 15h47]
O Líbano tem certa reputação de abertura devido à relativa liberdade que gozam suas mulheres em comparação com outros países do Oriente Médio. Porém, muitas estrangeiras sofrem uma grande discriminação. É comum ver em Beirute mulheres dirigindo caros veículos, acompanhadas de uma asiática ou uma africana no assento de trás. São suas empregadas domésticas, a maioria procedente de lugares como Etiópia, Filipinas, Nepal e Sri Lanka.

Estas não são apenas maltratadas por seus empregadores, que retêm seus passaportes e as obrigam a trabalhar sete dias por semana, como também sofrem discriminação em lugares públicos. Nos balneários podem ser vistas babás estrangeiras completamente vestidas apesar do calor, enquanto as crianças sob seus cuidados brincam felizes na piscina. “Reservei um quarto para a babá da minha filha no ano passado em um dos balneários do norte do Líbano. Fiquei indignada quando soube que ela não poderia ir à piscina conosco”, contou Nayla Saab, que emprega uma filipina.


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Um comentário:

José Elesbán disse...

Vergonha!

Mas um trecho explica parcialmente:

"Amal afirmou que a discriminação é mantida devido à falta de uma lei civil unificada. “O sistema legal libanês contempla diferentes regras para as diferentes comunidades. Esta situação naturalmente leva à desigualdade”, afirmou."