quinta-feira, 25 de maio de 2017

Nota oficial da Frente Brasil Popular

A Frente Brasil Popular repudia veementemente o uso de repressão policial e das Forças Armadas que agrediu milhares de brasileiros e brasileiras dentre os 200 mil que participaram da Marcha em BSB




Frente Brasil Popular repudia veementemente o uso de repressão policial e das Forças Armadas que agrediu milhares de brasileiros e brasileiras dentre os 200 mil que participaram da Marcha da classe Trabalhadora, organizada com unidade de todas as centrais sindicais e com a participação das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

O uso das Forças Armadas, de bombas de gás lacrimogêneo e bala de borracha demonstra a atual fraqueza do governo de Michel Temer e seus aliados, ainda mais instável após as inúmeras denúncias de corrupção que envolvem o próprio presidente.

As Forças Armadas rebaixaram o seu papel ao servir instrumento político de um governo moribundo. Atacou indiscriminadamente dezenas de milhares de brasileiros/as, quando alguns poucos se infiltram em nosso movimento pacífico para promover o enfrentamento.

Sem forças, sem apoio popular e vendo sua base golpista pular do barco, Temer criminaliza e persegue os movimentos sociais. 

Fomos às ruas hoje para exigir a saída do presidente, eleições diretas e a retirada das reformas da previdência e trabalhista e serão as ruas os nossos espaços sociais de luta até a derrubada de Temer e sua pauta de retirada de direitos.


http://www.frentebrasilpopular.org.br

sexta-feira, 19 de maio de 2017

O poder está nas ruas. E a legitimidade também: Diretas, já!

Reordenar a sociedade a partir de agora é uma tarefa que só a rua poderá exercer integralmente, devolvendo-lhe a prerrogativa das urnas

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Por Saul Leblon, na Carta Maior*

O Brasil adormeceu nesta quarta-feira, 17 de maio de 2017, sem saber as respostas para muitas das perguntas essenciais cobradas pelo passo seguinte de sua história.

Mas a principal delas para ir direto ao ponto --dispensando-se o retrospecto da implosão da frente golpista, com as gravações de pedidos de propinas feitas aos donos do JBS por Aécio Neves e Michel Temer— é saber se a mobilização popular será capaz de pr...eencher o vazio vertiginoso que se abriu agora não apenas na cúpula política, mas na estrutura do poder na sociedade.

As instituições que dão coesão a uma sociedade fundada em conflitos de interesses agudos, como é o caso da brasileira, cujos abismos de desigualdade são sabidos, estão no chão.

Não há legitimidade no parlamento.
O judiciário tornou-se a armadura desfrutável do assalto das elites contra as urnas, na farsa de um impeachment – confirma-se agora-- arquitetado com uma escória a soldo.
A mídia foi a voz da exortação e da institucionalização desse esbulho. (...)

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sábado, 25 de março de 2017

Lava Jato e cobertura da imprensa foram “alavancas para o golpe”, dizem jornalistas


Durante o seminário “O que a Lava Jato tem feito pelo Brasil”, Fernando Morais e Mino Carta falaram a respeito das relações de causalidade e parceria entre cobertura midiática.


Em palestras realizadas nesta sexta-feira (24), durante o seminário “O que a Lava Jato tem feito pelo Brasil”, os jornalistas Fernando Morais e Mino Carta falaram a respeito das relações de causalidade e parceria entre cobertura midiática, órgãos de imprensa, procuradores e membros do Poder Judiciário que encampam a Operação Lava Jato e políticos brasileiros para que tivesse lugar no Brasil o golpe que tirou a presidenta eleita Dilma Rousseff do cargo a que tinha sido eleita.
Para Fernando Morais, jornalista responsável pelo blog Nocaute e autor de aclamados livros-reportagem, como “Olga” e “Chatô - Rei do Brasil”, o presidente içado ao poder, Michel Temer, junto com as forças policiais e judiciárias que comandam a Operação Lava Jato, uma perseguição a setores da imprensa não-alinhados ao governo de turno que faz lembrar os tempos mais decadentes da Ditadura Militar (1964-87).
“O que está sendo atacado é o direito da sociedade de se informar da maneira mais plural possível. Logo ao entrar no governo, o atual presidente já cortou a zero toda a publicidade de empresas estatais em todos os veículos que não fossem alinhados com ele”, lembrou Morais. 
Depois, o jornalista recordou que a Polícia Federal invadiu a casa de jornalistas como Breno Altman e Eduardo Guimarães, de onde levou computadores, celulares, agendas, só para depois inocentá-los de quaisquer acusações, porque nada havia contra eles, a não ser o desejo de intimidá-los e, no caso de Guimarães, procurar uma forma de perseguir ainda mais o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Jornalista Mino Carta fala durante o seminário do PT. Foto: Ricardo Stuckert
Jornalista Mino Carta fala durante o seminário "O que a Lava Jato tem feito pelo Brasil". Foto: Ricardo Stuckert 

O jornalista Mino Carta falou a respeito do mesmo tema. Para ele, o juiz Sérgio Moro é uma figura narcisista obcecada com uma só ideia: prender ou condenar Lula. “Por isso, Moro e a Lava Jato o perseguem há anos, sem nada encontrar contra ele”. Daí, explicaram os dois jornalistas, a ideia de dizer que o blogueiro Eduardo Guimarães teria informado Lula previamente sobre a operação da Polícia Federal que devassou sua casa, as casas de seus filhos e ambientes de trabalho. Seria uma boa explicação para o fato de que nenhuma prova foi encontrada em lugar nenhum contra Lula.
Neste processo, o único vazamento de informação que levou a alguma reação de Moro - dentre as centenas que vazamentos que já ocorreram na Lava Jato, inclusive um deles, de grampos ilegais, protagonizado pelo próprio juiz de primeira instância - foi este de Eduardo Guimarães. “Mas não vejo Moro fazer nada contra aquele blog de extrema-direita, nem com os três patetas que o escrevem, que acaba de vazar, por exemplo, a delação de Marcelo Odebrecht”, finalizou Morais.

*Via http://lula.com.br

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Governo Temer em crise: contradições no campo golpista aumentam espaço para resistência

Temer golpistas 2
Por Julian Rodrigues, especial para o Viomundo*
“Nos filmes policiais é fácil você arrumar aventureiro para assaltar um banco, mas a coisa começa a esquentar quando você vai dividir o saque. É exatamente o que está acontecendo efetivamente. Você assalta a soberania popular, e na hora de dividir o saque acontece o conflito” Jessé de Souza, ex-presidente IPEA
No finalzinho do ano passado, escrevi aqui no Viomundo que havia a possibilidade de as classes dominantes se livrarem de Temer em 2017, avançando no processo golpista com eleições indiretas.
O clima mudou no início do ano. A Globo aliviou para o golpista. FHC mandou seus sinais de apoio. O PSDB ganhou mais espaço no governo, Moro impediu que Cunha “constrangesse” o presidente enquanto o Senado aprovou, sem piscar, a indicação do troglodita tucano Alexandre Moraes para o STF.
A articulação golpista envolveu muitos atores:
– a burguesia nacional, descontente com a melhoria das condições dos trabalhadores e com as políticas sociais;
– a mídia falida, Globo à frente, que vive de subsídios governamentais e juros altos
– setores do governo dos EUA e grandes empresas de petróleo, de olho no pré-sal, preocupadas com a política externa dos governos do PT;
– a classe média tradicional, que não melhorou de vida nos nossos governos e foi manipulada pela mídia por meio do discurso anti-corrupção.
Acontece que a desgraceira é muito grande. A política ultra-recessiva tocada por Meireles resultou em recorde de desemprego de 13%.
As empresas não investem, não há crédito, não há perspectiva de melhora. São milhões e milhões de brasileiros regredindo, voltando à situação de pobreza e miséria da qual haviam sido retirados na era Lula-Dilma. O país está parado , mal-humorado e sem esperança.
O governo golpista adotou uma estratégia de choque para implementar seu programa autoritário e neoliberal. Em poucos meses tem executado com sucesso uma agenda radical de mudanças regressivas.
São tantos e tão rápidos os ataques que ficamos perplexos e sem condições de organizar uma reação efetiva. Desmonte da Petrobras, congelamento dos gastos sociais, reforma do ensino médio, privatização das terras, das florestas, das águas, retirada dos direitos trabalhistas.
Até aqui o usurpador tem obtido sucesso e garantido sua permanência na presidência, entregando o pacote de maldades.
Só que a aliança golpista é ampla e heterogênea. Os interesses e objetivos da Globo, dos tucanos, da maioria picareta do Congresso, da Fiesp, dos banqueiros (e do Ministério Público, do STF, da Polícia Federal e da turminha da Lava-Jato) não necessariamente se sincronizam e convergem totalmente.
Há uma disputa em curso. Os coxinhas moralistas de Curitiba querem não só destruir mas também o PMDB e o centrão fisiológico. (São tucanos de coração). Sonham em ser um pilar poderoso do bloco que dirige o país no pós-golpe.
O STF idem. Sócio do golpe, os ministros do Supremo descartaram qualquer disfarce. Alinharam-se a Temer e buscam mais influência e poder. Disputam com o Congresso Nacional a condição de definidores dos destinos do país. Colocam-se como fiadores da presidência e de todo sistema político. (...)
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domingo, 19 de fevereiro de 2017

"Não descansaremos nenhum minuto na defesa das conquistas dos trabalhadores, na defesa da nossa democracia"



Entrevista com o Deputado Federal Marco Maia, do PT/RS

Blog do Júlio Garcia: Deputado Marco Maia, como o senhor está vendo o agravamento do quadro conjuntural e da crise político/social/econômica verificados no país, especialmente em decorrência do golpe político/jurídico/midiático capitaneado pelo peemedebista Temer e seus aliados de direita (PSDB/PMDB/DEM/PPS/PTB/PR/PRB/PSD...) que resultou no afastamento da Presidenta Dilma no ano passado?

Deputado Marco Maia: O ano de 2016 ficou marcado na história pelo golpe institucional que atacou a democracia e ceifou o voto de 54 milhões de brasileiros retirando o mandato de uma Presidenta legitimamente eleita. No Congresso Nacional, o apoio majoritário de Deputados e Senadores endossou e concluiu um processo que contou com a participação efetiva de setores do Judiciário e do oligopólio midiáticoque rasgaram a Constituição Federal e estabeleceram o caos no país, transformando nossa nação em um território de crise permanente.

BJG: No seu entendimento, quais as possibilidades do golpe ser derrotado, assim como as medidas de "ajustes" neoliberais que retiram direitos históricos dos trabalhadores, dentre outros ataques que estão sendo articulados pelos golpistas?

Marco Maia: A agenda do golpe segue em curso e está em disputa. O golpe não se consumou totalmente, além de afastar qualquer possibilidade dos setores populares retornarem ao governo federal. Ainda faz parte desse projeto, criminalizar os partidos de esquerda e os movimentos populares e suas lideranças. Após a aprovação da PEC 55, que limitou os recursos para segurança, educação, saúde, moradia, cultura, aumento real do salário mínimo e a entrega do Pré-sal para as companhias estrangeiras, entrará na pauta a reforma da previdência que visa apenas, e tão somente, impedir o acesso de milhares de trabalhadores ao benefício do INSS. Na mesma esteira, encontra-se a reforma trabalhista, que irá aprofundar a precarização das relações de trabalho no país, maximizando os ganhos do capital – superexploração do trabalho. (...)

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Frentes se unem contra fim da aposentadoria



Roberto Parizotti
As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo se reuniram com a direção da CUT na noite desta segunda-feira (13), na sede da Central, em São Paulo, para definir estratégias de defesa das aposentadorias e para impedir que o governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB) tenha sucesso na Reforma da Previdência (PEC 287/16).

As frentes também apontaram propostas para o período anterior e posterior ao 15 de março, Dia Nacional de Lutas e Paralisações; novas reuniões ainda nesta semana e vão definir novas ações para popularizar o debate nas ruas.

Para o presidente Nacional da CUTVagner Freitas (foto), os movimentos sindical e sociais têm o dever histórico de impedir o roubo de mais esse direito e a sociedade deverá decidir se aceitará esse retrocesso calada ou enfrentará os golpistas. “Não querem reformar a Previdência para melhorá-la, mas para acabar com ela. Querem transformar um direito público em algo para comprar no Bradesco ou no Itaú como previdência privada. Ou a sociedade se manifesta e barra essa falsa reforma ou os trabalhadores vão morrer trabalhando. Ninguém vive para contribuir 49 anos num país com tanta informalidade e com alto índice de rotatividade como o nosso”, criticou Vagner. (...)
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

NÃO HÁ DE SER INUTILMENTE



Por Leandro Fortes*
A morte de Dona Marisa Letícia é o triunfo físico da narrativa de ódio reinaugurada pela direita brasileira, a partir da vitória eleitoral de Dilma Rousseff, em 2014, contra as forças reacionárias capitaneadas pela candidatura de Aécio Neves, do PSDB.
Em sua insana odisseia pela retomada do poder, ainda quando o TSE contabilizava os últimos votos das eleições presidenciais, Aécio e sua turma de mascarados se agregaram, não sem uma sinalização evidente, aos primeiros movimentos da Operação Lava Jato e com ela partiram, sob os auspícios do juiz Sergio Moro, para a guerra de tudo ou nada que se seguiu.
Foi esse conjunto de circunstâncias, tocado pela moenda de antipetismo e ódio de classe azeitada diuturnamente pela mídia, que minou a saúde de Dona Marisa, não sem antes submetê-la ao tormento da perseguição, do constrangimento, da humilhação pública, da invasão cruel e desumana de sua privacidade.
A perseguição ignóbil ao marido, Luiz Inácio Lula da Silva, aliada à permanente divulgação de boatos sobre os filhos, certamente contribuíram para que Dona Letícia, a discreta primeira-dama nascida na luta e na construção dos Partidos dos Trabalhadores, tivesse a saúde atingida. (...)
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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Carta de sindicalistas petistas e cutistas aos parlamentares do Partido dos Trabalhadores


Nas eleições para presidentes da Câmara dos Deputados e Senado: 
Proporcionalidade, Sim! Voto em golpista, Não!

O Diretório Nacional do PT aprovou uma resolução sobre a eleição das mesas diretoras na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. A resolução defende a “democracia e proporcionalidade nos critérios de eleição dos componentes da mesa e no funcionamento do Congresso”, o que está correto; também deliberou que as bancadas do PT devem participar, o máximo possível, de todos os espaços de direção a que têm direito, proporcionalmente, nas direções da Câmara e do Senado.
Mas, ao mesmo tempo, ao remeter para as bancadas a decisão final sobre o voto a ser expresso pelo PT, deixou aberta a possiblidade de um acordo com deputados ou senadores da base do governo golpista de Temer. Nós que lutamos contra o golpe não aceitamos que isso aconteça. Manter a nitidez política do PT é fundamental, ainda mais diante da polarização com os golpistas que protagonizamos em todos os terrenos, desde a ação do movimento sindical e popular, até as duas casas do Congresso Nacional.
Compor com candidatos apoiado por Temer e que apoiam o seu governo ilegítimo, abriria uma perigosa brecha de perda de credibilidade de nosso partido e para a denúncia e oposição que deve ser feita ao governo golpista. (...)
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sábado, 21 de janeiro de 2017

O mistério que Teori deixou para sempre sem resposta


Por que esperou Cunha terminar o trabalho sujo?
Por que esperou Cunha terminar o trabalho sujo?

Por Paulo Nogueira*
De Teori Zavasvki, indicado por Dilma em 2012, esperava-se que reforçasse as ideias progressistas no STF.
Isso acabou não acontecendo. Teori se tornaria sob esta ótica uma decepção, mais uma das más escolhas de Dilma (e Lula) para o Supremo.
Compare. Nos Estados Unidos, o presidente Roosevelt só conseguiu colocar em prática seu New Deal quando, com as trocas que pôde fazer, dotou a Suprema Corte de juízes afinados com seu ideário igualitário, na década de 1930.
Esta grande lição de Roosevelt — montar um Supremo alinhado com a presidência — foi ignorada por Lula e por Dilma, com as conhecidas consequências. (...)
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Crise Política - Dilma: "A democracia tem sido corroída pelo Estado de Exceção"


Será?

'Só eleições diretas vão garantir a retomada do crescimento e da geração de empregos e o reencontro com a democracia no Brasil' (Presidenta Dilma)

O Brasil caminha para um futuro incerto, a depender do governo ilegítimo, que tem mostrado sua verdadeira face, frustrando as esperanças da sociedade. A solução passa por eleições diretas para presidente, substituindo o governo ilegítimo. Essa é a condição imprescindível para o País sair da crise e retomar o rumo da democracia, do crescimento e da geração de empregos. 
Passaram-se apenas seis meses desde que o golpe parlamentar interrompeu o meu mandato, consagrado por 54,5 milhões de votos. Tramaram um golpe que contou com o apoio de oposicionistas, traidores e parte da mídia e lançou o País em um período de incertezas e retrocessos.
Violentaram a Constituição de 1988, por meio de um golpe parlamentar que fragilizou as instituições e precipitou o Brasil no abismo da crise institucional.
Tudo é possível quando um mandato presidencial é desrespeitado. O impeachment sem crime de responsabilidade escancara as portas para o avanço da crise política e institucional.
Daí os conflitos institucionais que se aprofundam e o choque entre Legislativo e Judiciário. As relações de harmonia e equilíbrio entre os Poderes, exigidas pela Constituição, estão comprometidas.
Em apenas 90 dias, muito do que alertei ao longo do processo de impeachment tornou-se real. As contradições se acentuaram e conturbaram o cenário político, econômico e social. As ações para estancar a “sangria” da Operação Lava Jato têm se mostrado ineficazes. Movimentos sociais, estudantes, professores e cidadãos sofrem com a repressão às suas manifestações.
Assistimos, estarrecidos, ocupações de escolas e universidades por jovens em defesa de seu futuro serem coibidas com violência, enquanto manifestantes que invadem o Congresso, pregando a volta da ditadura, são tratados com complacência. Os sinais de deterioração dos direitos sociais estão evidentes.
Reconheço, ainda assim, que nenhum de meus mais pessimistas prognósticos previa o escândalo gerado pelo episódio do apartamento de luxo em área histórica de Salvador. E que isso merecesse do ocupante da Presidência da República mais atenção do que os problemas reais do nosso povo, como o desemprego crescente ou a paralisação das obras de integração do São Francisco, para citar apenas dois exemplos.
A democracia tem sido corroída pelo Estado de Exceção. A interrupção ilegal do mandato de uma presidenta é o mais destruidor dos elementos desse processo, pois contamina as demais instituições.
Daí a distorção dos fatos por setores da mídia oligopolista, ou a decisão do Tribunal Federal da 4ª Região que autorizou medidas excepcionais, como a suspensão da lei e da Constituição em nome do caráter excepcional da Lava Jato.
Outro sinal é a perseguição implacável ao presidente Lula, submetido à “justiça do inimigo”, na qual a regra é destroçar a vítima. (...)
CLIQUE AQUI para continuar lendo o artigo assinado pela Presidenta Dilma na Revista Carta Capital.
locarconio.com

Por que se chama FEMInismo e não Igualitarismo?

About Heidy Simons

Autora: June Leeloo
Autora: June Leeloo
Às vezes, quando se tenta desprestigiar o movimento de alguma maneira ou pelo menos por em dúvida sua validade, sempre surge a mesma questão...
“Se o que se busca é a igualdade por que não se chama algo assim como igualitarismo? A palavra FEMInismo discrimina os homens porque não os inclui, só nomeia as mulheres"
Em primeiro lugar, antes de opinar sobre um tema é bom pelo menos se saber algo sobre ele... assim se surge um debate construtivo e se estabelece um contexto comum.
A mim pessoalmente me incomoda esta pergunta, já que tenho a sensação de que qualquer termo que comece com Fem- parece que incomoda. Que incita a que se inicie uma guerra de sexos ou um debate pelo menos. É curioso que nos digam que a palavra "feminismo" exclui os homens porque não os nomeia quando sempre a história da humanidade tem sido a história "do homem" e quando nos queixamos nos dizem que somos umas exageradas... O socialismo também busca a igualdade entre todos os seres humanos, e não os vejo queixarem-se tanto do nome.
recuerda_igualitarismofeminismo

Iniciaremos sempre com definições de nossa quiçá tão querida e não tão feminista RAE: 

igualdade
Do lat. aequalĭtas, -ātis.
  1. f. Conformidade de algo com outra coisa na natureza, forma, qualidade ou quantidade.
  2. f. Princípio que reconhece a equiparação de todos os cidadãos em direitos e obrigações. 
Bem, como vemos, igualdade é equiparação, isto é que algo NO é igual, que não tem as mesmas características se se compara com outro ou outros. E quer possuir essas mesmas características. Uma vez que se fazem as ações oportunas são IGUAIS/SEMELHANTES/EQUIVALENTES.
Por tanto o igualitarismo pediria a semelhança e equivalência de direitos e obrigações em todas as situações da vida.
O problema e a genialidade de gênero, é que NÃO somos iguais. Não temos nem as mesmas características físicas, nem biológicas, nem as mesmas necessidades, nem as malditas vontades de ser iguais aos homens...

Uma coisa é igualdade, e outra coisa é EQUIDADE:
equidade
nome feminino
  1. Qualidade que consiste em dar a cada um o que se merece em função de seus méritos e condições.
“é um país de desigualdade aquele onde não há equidade na distribuição da riqueza e da cultura"
  1. Qualidade que consiste em não favorecer no trato a uma pessoa prejudicando a outra.
O termo "feminismo" não busca excluir, nem muito menos rechaçar o homem. Simplesmente, visibiliza os 50% da população sistematicamente ignorada até recentemente.  E dar visibilidade como mínimo com o termo é básico, porque pretender denominar "igualitarismo" ao feminismo anula o que realmente se pretende (e não, não é estar por cima dos homens) e invisibiliza novamente, negando a causa, negando a submissão e a opressão, negando a necessidade de reconhecer a mulher socialmente como tal, não "igualaria" ao homem.
O feminismo busca a equidade, isto é, segundo as características de cada pessoa, que tenha seus direitos sem que isto seja desconsideração de outra pessoa.
Um exemplo muito fácil de entender seria sobre o tema das regras. Ainda que para muitas pessoas seja um tema tabu, as mulheres a cada mês durante alguns dias sangramos pela vagina. Não é algo do que escandalizar-se, nem estamos doentes, é algo natural. Para algumas pessoas é extremamente doloroso e incômodo, para não mencionar que é bastante caro: o material higiênico (compressas e tampões) tem um imposto de luxo. É justo? Não é razoável que se pedir que se rebaixe o preço de algo que é de primeira necessidade ainda que seja para UM gênero?  (isto é, a metade da população mundial). Uma política feminista seria tirar o imposto de luxo dos tampões e compressas: não menosprezar os direitos de ninguém ainda que beneficie a um só gênero. Porém, se um Estado que se supõe que vela pelos direitos e liberdades de seus cidadãos não pensa nisto, está sendo discriminatório e injusto.

O feminismo não pode se chamar igualitarismo porque não busca que TUDO seja igual, que a mulher se adapte às normas e regras masculinas da sociedade, senão que cada um tenha seus próprios direitos e liberdades segundo suas características.
O feminismo não se chama humanismo e nem igualitarismo porque feminismo, humanismo, e igualitarismo são três teorias distintas. Houve algo antes do feminismo que promovesse e exigisse igualdade de direitos para todas as pessoas independentemente  de seu sexo? Pois não, não houve.
O humanismo é um ramo da filosofia (e da ética) que advoga pela igualdade, tolerância e laicidade (o que se conhece comumente como "a separação da igreja e Estado"). O humanismo reconhece que os seres humanos não "necessitam" da religião para desenvolver sistemas morais ou estabelecer um comportamento moral. Os humanistas advogam pela educação, a tolerância, a política representativa (em contraposição à monarquia) e a liberdade de pensamento (em contraposição ao dogma religioso). Muitos humanistas eram também grandes misóginos e sua concepção da igualdade se limitava à igualdade entre os varões.
O igualitarismo é uma forma de filosofia política que defende que todos os seres humanos são iguais em essência e por tanto tem o mesmo direito a iguais recursos como os alimentos, a moradia, o respeito, o status social). Pode-se facilitar a todo mundo os mesmos elementos e perpetuar a desigualdade e/ou a iniquidade. O igualitarismo, ainda sendo um conceito ético fundamental, não tem geralmente em conta as desigualdades através de uma perspectiva interseccional.
Como registro histórico da necessidade de que se chame feminismo: o termo procede de uma palavra inventada para designar de forma depreciativa aqueles homens que apoiavam a causa das cidadãs. O adjetivo "feminista" foi utilizado pela primeira vez com fins políticos e jornalísticos por Alexandre Dumas filho em seu panfleto 'O homem-mulher' de 1872, texto antifeminista que debate entre outros temas, a questão do adultério e se posiciona contra o divórcio.
Para assumir que é necessário o feminismo, há que ser consciente primeiramente que não vivemos num mundo nem "igualitário" e nem equitativo. Que historicamente a mulher tem vivido numa situação de submissão, subjugação e ocultamento. Assim como temos assumido que existe o racismo, pode-se ser consciente de que existe a misoginia sem que isto seja uma ataque a ninguém.
Da mesma maneira gostaria de esclarecer ainda que seja muito óbvio que o Feminismo não é contrário ao machismo.  O Feminismo NÃO busca a superioridade em todos os aspectos da vida da mulher sobre o homem, nem existe hoje sistema hembrista (*) algum que faculte poder às mulheres para discriminar sistematicamente os homens. A definição é: machismo.
  1. nome masculino
Atitude ou maneira de pensar de quem sustenta que o homem é por natureza superior à mulher.
E o feminismo é:
feminismo
nome masculino
Doutrina e movimento social que pede para a mulher o reconhecimento de algumas capacidades e alguns direitos que tradicionalmente estiveram reservados para os homens.



(*) hembrista  - Hembrismo é um neologismo em espanhol usado para referir-se à misandria ou desprezo aos homens.


http://www.locarconio.com/2017/01/por-que-se-llama-feminismo-y-no-igualitarismo/

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Fórum Social das Resistências será realizado em Porto Alegre de 17 a 21 de Janeiro de 2017



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Vitrines do inferno à céu aberto



Por Bajonas Teixeira, colunista de política do Cafezinho*
Quanto mais o Brasil produza legiões de miseráveis, mais terá necessidade de penitenciárias pavorosas. O caos nas prisões não é uma falha, mas uma obra de arte. É uma máquina de tortura que obriga o miserável comum, mas em liberdade, a agradecer a deus por estar ainda do lado de fora. As penitenciárias do Brasil são vitrines do inferno à céu aberto, e são muito úteis. E serão mais ainda no futuro que se aproxima. Quanto mais se morra e se mate lá dentro, quanto mais horror produza, mais a máquina estará funcionando azeitada.
Sobrevindos em sequência, o monstruoso acontecimento de Manaus e o feminicídio serial de Campinas deixam a sensação de pesadelo. O ano de 2017 começa sob a égide do horror. Não apenas pelos fatos, mas também pelo comportamento das elites responsáveis. Hoje, dia 06 de janeiro, novo contingente de 33 presos foi assassinado em Roraima. O ministro da Justiça correu para as câmeras para dizer que “a situação não saiu do controle”. (...)
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